Saiba mais sobre o Mal de Alzheimer

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Saiba mais sobre o Mal de Alzheimer

COMA BASTANTE:
Ovos, fígado, soja e derivados, grãos integrais, levedo de cerveja e gérmen de trigo – todos boas fontes de lecitina e colina.

EVITE:
Suplementos de Zinco, que poderão acelerar o aparecimento dos sintomas.

Álcool, que poderá acelerar a perda de memória e a demência.

O Mal de Alzheimer é o tipo mais comum de demência, afetando cerca de 5 a 10% da população com mais de 65 anos de idade.

Não existem exames de diagnóstico específicos para o mal, mas antes de concluir o diagnóstico, vários exames são necessários para descartar derrame, tumor cerebral, deficiências nutricionais, distúrbios da tireóide, sífilis e outras possíveis causas.

A origem do Mal de Alzheimer (nome do neurologista alemão que primeiro descreveu a doença em 1907) permanece desconhecida, mas os pesquisadores afirmam que fatores cromossômicos e genéticos são responsáveis por muitos casos.

O aumento da incidência do mal entre as pessoas com a síndrome de Down, causada por uma anormalidade cromossômica, confirma esta teoria.

Os pesquisadores descobriram uma marca genética, um tipo de lipoproteína que pode ser detectada através de exames de sangue, capazes de identificar as pessoas com a probabilidade de desenvolver a doença.

Os fatores hormonais estão sendo estudados. As mulheres têm maiores chances de contrair o mal do que os homens; alguns estudos recentes indicam que a reposição de estrogênio pode proteger contra a doença. Distúrbios da tireóide também estão relacionados ao risco de desenvolver a doença.

Algumas pistas intrigantes têm aparecido, mas ainda não foi possível apontar os fatores alimentares específicos relacionados com a doença.

Ao longo dos anos, suspeitou-se do alumínio, encontrado nos entrelaçamentos anormais dos neurônios de alguns pacientes.

Entretanto, os estudos abrangentes não foram capazes de provar que o alumínio seja o causador da doença, e a maioria dos especialistas não o consideram mais um fator.

Mesmo assim, é aconselhável evitar a ingestão de antiácidos com grandes quantidades de alumínio, assim como não utilizar utensílios que desprendam o metal no alimento.

DIETA
Os pesquisadores agora consideram o acúmulo de zinco mais preocupante que o de alumínio; experiências feitas em laboratório mostram que o zinco pode transformar a proteína dos neurônios em entrelaçamentos semelhantes aos do Alzheimer.

Outros estudos indicam que tomar doses elevadas de suplementos de zinco pode apressar a perda de memória e outras manifestações da doença.

As pessoas com o Mal de Alzheimer tem níveis anormalmente baixos de colina acetil-transferase, uma enzima necessária para fabricar acetilcolina, uma substância química do cérebro fundamental para a aprendizagem e a memória.

Além disso, as células do cérebro mais afetadas pelo Alzheimer são aquelas que respondem normalmente à acetilcolina.

A tacrina, uma nova droga que parece melhorar a memória de alguns pacientes com o mal, aumenta os níveis de acetilcolina.

Alguns pesquisadores acreditam que suplementos ou alimentos com alto teor de lecitina ou colina (o componente principal de acetilcolina) também são capazes de retardar a progressão do Alzheimer elevando a produção de aceticolina.

Até agora, não há estudos consistentes, mas alguns nutricionistas dizem que os alimentos ricos em lecitina e colina podem ajudar a antecipar os sintomas do Alzheimer, sem causar efeitos colaterais. Dentre estes alimentos estão a gema de ovo, o fígado e outras vísceras, derivados da soja, gérmen de trigo, pão integral e cereais.

À medida que a doença progride, as pessoas poderão se esquecer de comer ou limitar a alimentação a doces ou outros alimentos prediletos.

Os pacientes devem ser aconselhados a comer refeições nutritivas e balanceadas. Se tiverem dificuldades em se alimentar sozinhos, alguém deve auxiliá-los nesta tarefa.

Também podem ingerir suplementos multivitamínicos. Entretanto, deve ser evitada a ingestão de altas doses, a menos que recomendadas por um médico.

Ao contrário do que se diz, não há provas de que doses elevadas de vitamina E sejam benéficas aos pacientes de Alzheimer.

O álcool, mesmo em pequenas quantidades, destrói um certo número de neurônios, uma perda suportável para uma pessoa saudável, mas que pode acelerar a progressão da doença.

O álcool também interage com antidepressivos, sedativos e outros medicamentos prescritos para os pacientes de Alzheimer. Portanto, é importante afastar as bebidas alcoólicas dos portadores da doença.

ALIMENTOS QUE PODEM RETARDAR O ALZHElMER

Ovos. Boa fonte de colina – um componente da lecitina. São também ricos em proteína, ferro, vitamina B 12 e outras vitaminas do complexo B.

Soja e derivados. ricos em colina. além de conterem proteína, carboidratos, cálcio e fibras.

Gérmen de trigo e grãos integrais. Fornecem colina, carboidratos, vitamina E, vitaminas do complexo B e muitos outros minerais.